“Bota abaixo! Bota abaixo!
Este prefeito fugiu do hospício?”
Reclama o povo aturdido entre
os escombros da cidade.
Pereira Passos, filho de um cafeicultor fluminense e engenheiro formado pela Escola Militar, assumiu a Prefeitura da Capital Federal em 1903, com plenos poderes para executar seus planos de "remodelar o porto, alargar as ruas mais movimentada, derrubar os pardieiros, desafogar o centro". O prefeito acercou-se de dois assessores: os engenheiros Francisco Bicalho e Paulo de Frontin.
A tarefa de Bicalho levantaria menos a opinião publica. Ele fiou encarregado de reconstruir o cais do porto, desde a Praça Mauá até o canal do mangue (3500 metros), corrigindo o traçado litorâneo e ganhando rumo ao mar 175 000 m2 de aterro. Além disso, deveria reequipar o porto (dotado de 52 novos armazéns e igual número de guindastes elétricos). Para facilitar o acesso ao porto, estenderam-se as linhas das estradas de ferro Leopoldina e Central, e rasgou-se a nova Avenida Rodrigues Alves.
Enquanto Bicalho trabalhava no porto. Paulo de Frontin atacava o centro. Planejou o traçado da nova Avenida Central e, em fevereiro de 1904, presentes o presidente e o prefeito, foi lançada sua pedra fundamental. Mas antes de destruir Avenidas como essa, era preciso desobstruir o centro, derrubar todas as casas e cortiços do caminho. Começava o “Bota-abaixo”, como exércitos de demolidores explodindo habitações e removendo entulhos. “Quebrado a rotina” da Capital Federal, o prefeito manda também que sejam alargadas várias ruas, supervisionadas por construções da cidade, obriga a trocar assoalhos, rasgar janelas nas paredes escuras dos quartos, jogar fora o lixo dos quitais.
O povo estava descontente. Muitos cortiços foram destruídos e seus habitantes tiveram de mudar-se para regiões muito mais distantes de seus locais de trabalho. Em nove meses, foram demolidos nada menos que 614 prédios.
Em outubro de 1904, a população estava aturdida. Toneladas de pedras amontoavam-se no porto, o centro parecia área bombardeada, e Oswaldo Cruz vacinava todo mundo. “O próximo Governo” — diziam os jornais — “devemos ir buscá-lo no hospício”.
Este prefeito fugiu do hospício?”
Reclama o povo aturdido entre
os escombros da cidade.
Pereira Passos, filho de um cafeicultor fluminense e engenheiro formado pela Escola Militar, assumiu a Prefeitura da Capital Federal em 1903, com plenos poderes para executar seus planos de "remodelar o porto, alargar as ruas mais movimentada, derrubar os pardieiros, desafogar o centro". O prefeito acercou-se de dois assessores: os engenheiros Francisco Bicalho e Paulo de Frontin.
A tarefa de Bicalho levantaria menos a opinião publica. Ele fiou encarregado de reconstruir o cais do porto, desde a Praça Mauá até o canal do mangue (3500 metros), corrigindo o traçado litorâneo e ganhando rumo ao mar 175 000 m2 de aterro. Além disso, deveria reequipar o porto (dotado de 52 novos armazéns e igual número de guindastes elétricos). Para facilitar o acesso ao porto, estenderam-se as linhas das estradas de ferro Leopoldina e Central, e rasgou-se a nova Avenida Rodrigues Alves.
Enquanto Bicalho trabalhava no porto. Paulo de Frontin atacava o centro. Planejou o traçado da nova Avenida Central e, em fevereiro de 1904, presentes o presidente e o prefeito, foi lançada sua pedra fundamental. Mas antes de destruir Avenidas como essa, era preciso desobstruir o centro, derrubar todas as casas e cortiços do caminho. Começava o “Bota-abaixo”, como exércitos de demolidores explodindo habitações e removendo entulhos. “Quebrado a rotina” da Capital Federal, o prefeito manda também que sejam alargadas várias ruas, supervisionadas por construções da cidade, obriga a trocar assoalhos, rasgar janelas nas paredes escuras dos quartos, jogar fora o lixo dos quitais.
O povo estava descontente. Muitos cortiços foram destruídos e seus habitantes tiveram de mudar-se para regiões muito mais distantes de seus locais de trabalho. Em nove meses, foram demolidos nada menos que 614 prédios.
Em outubro de 1904, a população estava aturdida. Toneladas de pedras amontoavam-se no porto, o centro parecia área bombardeada, e Oswaldo Cruz vacinava todo mundo. “O próximo Governo” — diziam os jornais — “devemos ir buscá-lo no hospício”.
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