Em 1833, seis anos antes da descoberta de Daguerre, um imigrante francês morador da vila de São Carlos (Campinas), no interior de São Paulo, conseguia capturar imagens, com o auxilio de uma câmara escura de fabricação caseia. Era Hércules Florence, um criador que desenvolveu pesquisas com substancia fotossensíveis, como nitrato de prata e cloreto de ouro, fixando imagens em papel com o auxilio de urina e amoníaco caustico. Em janeiro de 1834 Florence batizou sua descoberta como photographie, num diário escrito em francês. Em 1840, quando teve noticia do daguerreótipo, publicou um comunicado a respeito: “Não disputarei descobertas a ninguém, porque uma mesma idéia pode vir a duas pessoas”.
Os Trintas Valerios:
a fotomontagem de um
pintor que se apaixonou
pelas novas técnicas
a fotomontagem de um
pintor que se apaixonou
pelas novas técnicas
A Fotografia ainda estava longe de ter um tratamento industrializado. Era uma arte trabalhosa, dificílima, requerendo acima de tudo paciência e habilidade. Tal era o caso de Marc Ferrez, que, apaixonado pela fotodocumentação, fotografou as principais cidades brasileiras, construções, ferrovias, fazendas, interiores palacianos, igrejas, florestas, índios, navios, praias, etc. As dificuldades desse tipo de trabalho eram enormes, pois os negativos eram feitos de vidro, umedecido com uma solução de clara de ovo e nitrato de prata, e deveriam ser submetidos à revelação logo depois de batida a fotografia.
O artista era obrigado a carregar tendas para improvisar a câmara escura, vários frascos com produtos químicos, caixas de chapas de vidros e, naturalmente, a imensa maquina fotográfica. No final do século XIX, Ferrez desenhou e mandou fabricar numa oficina de Paris uma maquina fotográfica de mais de 2 metros e 110 quilos, que comportava negativos de vidros com mais de 1 metro de largura e 8 quilos de peso. Com toda essa aparelhagem, Ferrez escalou montanhas como o pão de açúcar, para obter gigantescos painéis do Rio de Janeiro, que, premiados em exposições internacionais tornaram a paisagem carioca famosa no mundo todo.
Na virada do século, a arte da fotografia experimentou um desenvolvimento notável no Brasil. Multiplicaram-se os ateliês fotográficos nas grandes cidades. Não havia gente que não se fizesse retratar por um fotografo, em sua cidade e nas viagens. Criou-se o habito também da constante troca de fotografias entre noivos, parentes a amigos. As pessoas apareciam em poses muito rígidas, pois eram precisos uns tantos minutos de exposição para impressionar os negativos, e qualquer movimento dos retratados estragava a foto.
Com o aprimoramento das técnicas de impressão, os jornais e revistas — que antes não passavam de blocos de textos compacto, arejados por algumas gravuras — passaram a mostrar imagens. E, em 1900, surgiu a Revista da semana, no Rio, como encarte ilustrado do Jornal do Brasil. Outras revista o seguiram.
A fotografia apaixonava muitos criadores, que foram ampliando suas possibilidades técnicas e artísticas. Em 1890, o mestre Valerio Vieira, que também se dedicava à pintura, realizou o primeiro trabalho de fotomontagem no Brasil: Os 30 Valerios, onde ele próprio se coloca em poses diferentes numa mesma foto representando nove músicos diante de vinte espectadores e alguns figurantes.
O artista era obrigado a carregar tendas para improvisar a câmara escura, vários frascos com produtos químicos, caixas de chapas de vidros e, naturalmente, a imensa maquina fotográfica. No final do século XIX, Ferrez desenhou e mandou fabricar numa oficina de Paris uma maquina fotográfica de mais de 2 metros e 110 quilos, que comportava negativos de vidros com mais de 1 metro de largura e 8 quilos de peso. Com toda essa aparelhagem, Ferrez escalou montanhas como o pão de açúcar, para obter gigantescos painéis do Rio de Janeiro, que, premiados em exposições internacionais tornaram a paisagem carioca famosa no mundo todo.
Na virada do século, a arte da fotografia experimentou um desenvolvimento notável no Brasil. Multiplicaram-se os ateliês fotográficos nas grandes cidades. Não havia gente que não se fizesse retratar por um fotografo, em sua cidade e nas viagens. Criou-se o habito também da constante troca de fotografias entre noivos, parentes a amigos. As pessoas apareciam em poses muito rígidas, pois eram precisos uns tantos minutos de exposição para impressionar os negativos, e qualquer movimento dos retratados estragava a foto.
Com o aprimoramento das técnicas de impressão, os jornais e revistas — que antes não passavam de blocos de textos compacto, arejados por algumas gravuras — passaram a mostrar imagens. E, em 1900, surgiu a Revista da semana, no Rio, como encarte ilustrado do Jornal do Brasil. Outras revista o seguiram.
A fotografia apaixonava muitos criadores, que foram ampliando suas possibilidades técnicas e artísticas. Em 1890, o mestre Valerio Vieira, que também se dedicava à pintura, realizou o primeiro trabalho de fotomontagem no Brasil: Os 30 Valerios, onde ele próprio se coloca em poses diferentes numa mesma foto representando nove músicos diante de vinte espectadores e alguns figurantes.
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