O pau-brasil foi o primeiro produto de algum valor comercial que os portugueses encontraram no Brasil. O pau-brasil é uma madeira avermelhada que servia, entre outras coisas, para fazer tinta usada no tingimento de tecidos e para fabricar móveis e navios. Não tinha o mesmo valor das especiarias orientais, mas já era alguma coisa.
Essa árvore era abundante em todo o litoral.
O corte das árvores do pau-brasil e o seu transporte para os navios eram feitos pelos índios. Em troca, eles recebiam dos portugueses roupas coloridas, contas, espelhos, canivetes, facas, etc.
Por outro lado, o pau-brasil só podia ser explorado com a autorização do rei do Portugal. Por isso se diz que o pau-brasil era monopólio do rei. Era ele que dava a autorização para cortar, carregar e vender a madeira. Em troca dessa autorização ficava com uma boa parte dos lucro.
A atividade de exploração da madeira deslocava-se de um lado a outro. Isto é, quando acabava o pau-brasil num lugar os comerciantes passavam para outro e, assim iam derrubando as florestas. Essa atividade não exigia que os europeus ficassem no Brasil, por isso eles não se preocupavam em construir povoados. Faziam apenas umas construções fortificadas, chamadas ´feitorias´, em alguns pontos do litoral, para se defender e defender sua riqueza. Nessas feitorias o pau-brasil era guardado até que chegassem os navios para buscá-los.
Mas os franceses não estavam gostando nada dessa história de monopólio. Achavam que eles também tinha o direito de tirar pau-brasil aqui. Com a ajuda de alguns grupos indígenas, foram cortando e levando o pau-brasil. Foi o que bastou. O Rei de Portugal mandou vários navios com soldados para lutar contra os franceses, para impedir a exploração da madeira que ele dizia ser sua. Com isso, quem sofria eram os índios, que ficavam divididos entre os portugueses e os franceses. Nas guerras eram eles que iam à frente e eram os primeiros a morrer.
A vontade de levar pau-brasil era tanta que, trinta anos depois de iniciada sua exploração, quase não havia mais árvore de pau-brasil. Acabara-se nossa primeira riqueza, em beneficio dos comerciantes e do Rei de Portugal. Para os índios, os donos da terra, sobrara o trabalho, a doença e a morte. Eles não entendiam por que os europeus precisavam de tanta madeira e vinham de tão longe para buscá-la. Veja o que um velho índio tupinambá disse a um viajante francês, conforme conta Julio César, em seu livro índios do Brasil.
“Na verdade, agora vejo que vós outros maíres (franceses) sois grandes loucos, atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos e para aqueles que vos sobrevivem! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também! Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois de nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.”
Para os comerciantes portugueses e franceses o que interessava era o lucro. Com isso, foram destruindo as florestas brasileiras. Essa falta de respeito dos portugueses e franceses em relação às matas do Brasil, como acabamos de ver, aconteceu no inicio da ocupação do Brasil pelos europeus. Infelizmente, a destruição das florestas brasileiras continuou através do tempo, sendo feita ainda nos dias de hoje.
Atualmente, resta quase só a Floresta Amazônica, que também está sendo destruída. O resultado é desastrosos para a vida animal e humana. A floresta purifica o ar que respiramos, a floresta garante nossa vida. Se quisermos proteger nossa vida e das pessoas que viverão no futuro, é preciso que preservemos as florestas. É preciso que tiremos o alimento da terra sem destruir as florestas, conservando determinadas áreas ricas em espécies vegetais e animais.
A destruição indiscriminada e irracional das florestas brasileiras começou logo após o Descobrimento e continua até hoje, prejudicando seriamente a natureza e a população.
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